Quase um naufrágio
O café esfriou e seria possível acompanhar a conversa da mesa ao lado, se não estivessem tão absortos em seus próprios pensamentos. Ela havia tentado contar a história de um filme que havia visto na semana anterior. Ele não demonstrou grande interesse embora de tempos em tempos emitisse algum som. Ele comentou algo sobre ela estar mais magra. Ela não o levou a sério. Ele lia o pacote de açúcar enquanto ela atendia o celular. Não podia falar agora, retornava mais tarde.
- Sacarose
A mesa ao lado parecia lembrar de uma viagem. Um dos olhares se fixou em uma gravura. Cópia barata que destoava do ar moderno e impessoal daquele café.
- Sacarose
A mesa ao lado parecia lembrar de uma viagem. Um dos olhares se fixou em uma gravura. Cópia barata que destoava do ar moderno e impessoal daquele café.
Turner.
- “Amanhecer após o Naufrágio”
- Gosto das cores.
- Eu sei.
- Você gosta do cachorro. Adivinhei?
O celular tocou mais uma vez. Ele aliviado pediu a conta.
-Eu tenho que voltar. Você sabe.
-Quanto deu?
- Já acertei.
- Bom te ver.
-Eu sempre achei que ele era alemão, ingleses não costumam ver tantos tons.
- “Amanhecer após o Naufrágio”
- Gosto das cores.
- Eu sei.
- Você gosta do cachorro. Adivinhei?
O celular tocou mais uma vez. Ele aliviado pediu a conta.
-Eu tenho que voltar. Você sabe.
-Quanto deu?
- Já acertei.
- Bom te ver.
-Eu sempre achei que ele era alemão, ingleses não costumam ver tantos tons.
Ela combinava com as paredes brancas do café, ele gostava de Rubens. Turner tinha um pouco dos dois.

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