sexta-feira, novembro 10, 2006

Nunca

Nunca mais pergunto se você pode falar. Nunca mais retiro o papel da sua mão. Nunca mais falo sobre os meus restaurantes. Nunca mais pergunto se ela esta bem. Nunca mais finjo que não me importo. Nunca mais te dou uma foto que eu goste tanto. Nunca mais te devolvo aquela blusa. Nunca mais escuto aquela musica. Nunca mais batida de morango com leite. Nunca mais broinha de milho quentinha. Nunca mais cigarro na chuva, camiseta pendurada feito quadro. Nunca mais cheiro de carta, planos na Ásia. Nunca mais política depois das duas, Bauman antes do café. Mas a ironia, essa não. Essa você não me tira.