Puerto Quijaro
Era uma cidade de passagem, transitória. Tudo nela refletia isso. Suas formas não eram proporcionais e menos ainda simétricas. Prédios antigos com aspectos coloniais carregavam em si o peso da idade e pareciam perder cada vez mais espaço para as novíssimas caixas de alumínio que abrigavam os infinitos cibercafes. As cores não combinavam, e as pessoas caminhavam de um lado para o outro, embora não houvesse lugar algum para ir.
As ruas de pedra e terra e as moscas dentro dos restaurantes, de certa forma me encantaram. Aquilo era terra de ninguém e como tal, não havia quem a olhasse. Os viajantes simplesmente passavam e deixavam para trás cores e formas aleatórias.
Forasteira, eu olhava tudo aquilo, inebriada pelo calor.
As ruas de pedra e terra e as moscas dentro dos restaurantes, de certa forma me encantaram. Aquilo era terra de ninguém e como tal, não havia quem a olhasse. Os viajantes simplesmente passavam e deixavam para trás cores e formas aleatórias.
Forasteira, eu olhava tudo aquilo, inebriada pelo calor.

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